O teste mais simples: o vaso
A escala de Bristol, e o que o vaso ensina a você todo dia.
O retorno mais direto sobre o que você come, você tem todo dia no banheiro. Uma fezes “ideal” é longa, lisa e num pedaço só — estilo sucuri —, e fácil de evacuar sem forçar. É o sinal de que há fibras suficientes, água suficiente e um trânsito no ritmo certo.
O papel dá um indício complementar, e é bem confiável na prática: fezes bem formadas deixam poucos vestígios, fezes grudentas ou pastosas deixam muitos — sinal habitual de um trânsito rápido demais, de fibras de menos ou de gordura demais. Saiba apenas que, ao contrário da escala abaixo, esse não é um critério padronizado pela pesquisa: é uma observação útil, não uma medida.
Os médicos, aliás, classificam as fezes em 7 tipos, no que se chama escala de Bristol: tipos 1-2 = bolinhas ou salsicha encaroçada, duras (trânsito lento demais, falta de fibras ou de água); tipos 3-4 = salsicha lisa ou com pequenas rachaduras — a faixa ideal, a sucuri; tipos 5-7 = pedaços moles a líquido (trânsito rápido demais, ou alimento mal tolerado).
E, ao contrário da imagem que se tem, fezes não são feitas de “restos de refeição”: são cerca de 75% de água, e no resto as bactérias da sua microbiota — mortas e vivas — representam grosso modo de um quarto à metade do peso seco, junto com as fibras não digeridas. Sua microbiota se renova o tempo todo: alimentá-la bem se vê literalmente no vaso.
Sangue, dores, diarreias ou prisão de ventre que duram: aí já não é questão de fibras — fale com um médico.