Intestino sensível: por onde começar?
Inchaço, cólicas, trânsito caprichoso: em que ordem usar o aplicativo.
O aplicativo não diagnostica nada, e isso não é um defeito: ninguém consegue dizer, de fora, qual alimento incomoda você. O que ele sabe fazer é ajudar você a observar o que as suas próprias anotações mostram, em quatro etapas que se encadeiam.
1. Ocultar o que incomoda com mais frequência. Na página Sensação, marque “FODMAPs altos” — e, se já souber, aliáceas, crucíferas, leguminosas… Os alimentos ocultos somem da busca e das metas sem tocar no diário: o aplicativo para de sugeri-los, não censura você por evitá-los.
2. Anotar a sensação — e o vaso. Na página Sensação, todo dia: a sensação digestiva, o sintoma se tiver nome (inchaço, cólicas, refluxo, náusea) e o tipo de fezes na escala de Bristol. Opcional, dez segundos, e é a matéria-prima da próxima etapa.
3. Ler as pistas. Depois de doze dias de sensações, a seção “Pistas” da página Sensação cruza seu diário com sua sensação, sintoma por sintoma, e só diz algo quando a diferença não se deve ao acaso. São pistas, não veredictos: elas não permitem identificar uma intolerância. Se alguma se repetir, converse com um médico ou um nutricionista antes de eliminar um alimento de vez.
4. Cozinhar em vez de renunciar. A maioria dos alimentos que incomodam incomoda menos preparada de outro jeito: leguminosas de molho por uma noite, água descartada, cozidas por bastante tempo e em quantidades progressivas; amidos cozidos e depois resfriados; crucíferas cozidas em vez de cruas; alho e cebola infundidos no óleo, já que seus frutanos não passam para a gordura. A ficha de cada alimento, e o cartão “O que se acumula” do espaço Moléculas, dizem o que vale para ele.
Uma dor que dura, sangue, perda de peso: isso já não é questão para um aplicativo. Procure um médico.