Secoiridoides (oleocantal)
Polifenóis
O amargor e a ardência no fundo da garganta de um bom azeite de oliva: é a molécula que arranha.
Sob este nome vivem o oleocantal (o que arde), a oleaceína, o hidroxitirosol, o tirosol e a oleuropeína. Formam uma só linha porque todos vêm dos mesmos dois alimentos: contá-los separadamente mostraria cinco números que se moveriam sempre juntos. O refino os elimina por completo — daí a distinção entre azeite extravirgem e azeite de oliva refinado.
Efeitos e benefícios
A ardência no fundo da garganta de um grande azeite é o oleocantal, descoberto porque arde exatamente como o ibuprofeno. Com 20 g por dia de um azeite rico em polifenóis, essas moléculas contribuem para proteger as gorduras do sangue da oxidação.
Em 2005, um pesquisador que provava azeites notou que a ardência de alguns lembrava a de um xarope de ibuprofeno. Sua equipe isolou a molécula, o oleocantal, e mostrou que ela inibe as mesmas enzimas da inflamação, as COX (Beauchamp et al., 2005). Cinquenta gramas de azeite fornecem cerca de um décimo de uma dose de ibuprofeno.
Os polifenóis da azeitona contribuem para a proteção dos lipídios do sangue contra o estresse oxidativo, com 20 g de azeite por dia fornecendo pelo menos 5 mg de hidroxitirosol e seus derivados (regulamento 432/2012). Nem todos os azeites chegam lá: um extravirgem recente, de amargor marcado, é o mais rico.
Eles vão embora com o tempo, a luz e o calor: um azeite se guarda em garrafa escura e se consome dentro de um ano.
Fontes: Beauchamp et al., Nature, 2005 · regulamento UE 432/2012 · EFSA, 2011
Onde encontrar (3)
- Azeite de oliva extravirgem
- Azeitona
- Folhas de oliveira
Também, em menor quantidade (1)
- Azeitonas lactofermentadas