Alho-da-vitória
Allium ochotense, A. victorialis
erva · legume
⚠️ Sósia tóxico
Nunca consuma esta planta sem ter certeza de que ela não é o seu sósia tóxico.
Na primavera, seus brotos saem no meio dos do heléboro-branco (Veratrum), mortal, e do cólquico; no Japão, coletores morrem disso quase todo ano. O alho-vitorial tem duas ou três folhas lisas, largas e elípticas, que saem de um caule envolto na base por uma bainha fibrosa em rede, e um cheiro de alho muito forte quando amassadas. As folhas do heléboro-branco são pregueadas em sanfona, dispostas em espiral em volta de um caule, com nervuras muito marcadas e o verso aveludado; as do cólquico saem em tufo do chão, sem cheiro. O heléboro-branco provoca em uma a quatro horas vômito, formigamento, queda de pressão e desaceleração do coração; o cólquico, a falência de vários órgãos. O cheiro de alho fica nos dedos: amasse cada folha uma a uma, com as mãos limpas.
Na menor dúvida, não coma. Se passar mal depois de comer, mesmo várias horas depois, ligue para o Disque-Intoxicação (0800 722 6001) ou para o SAMU (192).
Folhas largas de gosto forte de alho, em tempura, salteadas com porco ou marinadas no molho de soja em Hokkaidō.
- Origem
- Montanhas da Europa e da Ásia (Hokkaidō, Alpes)
- Temporada (Brasil)
- o ano todo
- Preparo
- As folhas são enxaguadas e comidas cruas, em tiras, ou salteadas um minuto; também são marinadas no molho de soja. Colhidas, precisam cheirar forte a alho: sem esse cheiro, não são comidas. Pique ou amasse, e espere uns dez minutos antes de cozinhar: é o tempo que seus compostos sulfurados levam para se formar.
- Moléculas
- Compostos sulfurados das aliáceasEm pequena dose, sem contar Luteína e zeaxantina · Clorofila
- Você sabia?
- Seu nome japonês quer dizer “alho dos ascetas”: os monges das montanhas o comiam para aguentar.
