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Licopeno

Carotenoides

O vermelho do tomate e da melancia.

É o caso raro em que o cozido vale mais que o cru: o calor e o óleo multiplicam a absorção dele. É um pigmento, então segue a cor: a toranja rosa o carrega, a branca não — daí duas entradas no catálogo.

Efeitos e benefícios

O vermelho do tomate é mais útil cozido que cru, e a pele se lembra disso: nos estudos, extrato de tomate todos os dias a deixou menos sensível às queimaduras de sol, sem substituir um protetor solar. O corpo o deposita em lugares inesperados, entre eles a próstata.

No tomate cru, o licopeno está preso em cristais dentro das células. O cozimento rompe as paredes e o óleo o dissolve: um molho ou um extrato fazem passar para o sangue duas a três vezes mais que o mesmo tomate cru (Gärtner et al., 1997).

Em estudos de dez a doze semanas, 40 a 55 g de extrato de tomate por dia reduziram a vermelhidão provocada em laboratório pelos raios UV, em 40% num deles (Stahl et al., 2001; Rizwan et al., 2011). É uma proteção de fundo modesta, não um protetor solar.

O corpo o concentra em alguns órgãos: a pele, o fígado, as glândulas suprarrenais e, no homem, a próstata. Estudos observacionais associam um consumo frequente de molho de tomate a um risco menor de câncer de próstata (Giovannucci et al., 2002); os estudos de intervenção não confirmaram um efeito próprio do licopeno.

Fontes: Gärtner et al., AJCN, 1997 · Stahl et al., J Nutr, 2001 · Rizwan et al., Br J Dermatol, 2011 · Giovannucci et al., JNCI, 2002

Onde encontrar (6)

Também, em menor quantidade (7)