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Amido resistente RS1

Amidos resistentes

Amido preso numa estrutura que a digestão não abre: grão inteiro, semente intacta, leguminosa não triturada.

É a moagem que o destrói: o mesmo cereal reduzido a farinha fina já não o fornece.

Efeitos e benefícios

O amido que faz a viagem até o fim. Preso num grão inteiro ou numa lentilha intacta, ele escapa da digestão e chega ao cólon, onde suas bactérias o transformam em butirato, o combustível preferido das células da parede. No caminho, suaviza a subida do açúcar no sangue depois da refeição.

No intestino delgado, as enzimas só atacam o que alcançam. As paredes das células vegetais intactas formam uma gaiola: enquanto resistem, o amido fica lá dentro. Por isso grãos inteiros ou quebrados elevam menos a glicemia que a mesma quantidade de farinha fina (Jenkins et al., 1988).

Substituir amidos digeríveis por amido resistente numa refeição contribui para reduzir o aumento da glicemia depois dessa refeição, desde que ele represente pelo menos 14% do amido total (regulamento 432/2012).

Chegando ao cólon, é fermentado lentamente, e o que sai dele é sobretudo butirato: as células que revestem o cólon tiram dele a maior parte da sua energia, até 70% (Roediger, 1982). O resto vira propionato e acetato, usados pelo fígado e pelos músculos.

Não existe ingestão recomendada de amido resistente; a alimentação ocidental fornece alguns gramas por dia, várias vezes menos que a de regiões rurais da África ou da Índia (Birt et al., 2013). Para as fibras em geral, a referência é de 25 g por dia para um adulto segundo a EFSA, 30 g segundo a ANSES.

Fontes: Jenkins et al., BMJ, 1988 · Roediger, Gastroenterology, 1982 · Birt et al., Adv Nutr, 2013 · regulamento UE 432/2012 · EFSA, 2010 · ANSES, 2016

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